Quando uma criança ou um adolescente sofre, o sofrimento raramente chega em palavras. Chega como birra que não passa, sono que não vem, nota que despenca, amizade que não se sustenta. Os pais costumam perceber antes de conseguir explicar — e essa percepção já é motivo suficiente para procurar ajuda.
O que esperar
Progresso em atendimento infantojuvenil quase nunca é linear. Períodos de avanço se alternam com regressões temporárias, especialmente em momentos de transição — troca de escola, chegada de um irmão, mudança na configuração familiar. Isso é esperado e faz parte do trabalho.
Também vale dizer o que não fazemos: não patologizamos comportamento típico da idade, e não prometemos “corrigir” uma criança. O objetivo é ampliar recursos emocionais, comportamentais e sociais respeitando quem aquela criança é.
Perguntas frequentes
Meu filho precisa saber que está indo ao psicólogo? Sim. Crianças percebem quando algo é escondido delas, e a explicação — adequada à idade — faz parte de construir a confiança necessária ao processo. A psicóloga orienta como conversar.
Os pais participam das sessões? Depende da idade e da demanda. Com crianças pequenas a participação costuma ser maior; com adolescentes, o sigilo da sessão é preservado e os encontros com os responsáveis acontecem em separado, com o que foi combinado com o paciente.
Vocês fazem avaliação para diagnóstico de TEA? A Sinapsis realiza avaliação psicológica e neuropsicológica. O diagnóstico de TEA é multiprofissional, e o processo pode indicar avaliações complementares.