Uma avaliação responde a uma pergunta específica. “Por que meu filho não consegue acompanhar a escola?” “Isso é TDAH ou é ansiedade?” “Minha memória está pior do que deveria para a minha idade?” Antes de começar, psicóloga e paciente definem juntos qual é a pergunta — porque é ela que determina quais instrumentos fazem sentido.
O que esperar
Um número num teste não é um diagnóstico. Instrumentos padronizados dão medidas comparáveis, mas o significado delas depende da história da pessoa, do contexto e do que mais está acontecendo. Uma avaliação bem-feita é lenta por esse motivo.
Também é honesta sobre limites: nem toda avaliação termina com um diagnóstico fechado. Às vezes o resultado é que os critérios não se sustentam, e isso também é uma resposta útil.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva? Da entrevista inicial à devolutiva, tipicamente de quatro a oito semanas, dependendo da complexidade e da frequência dos encontros.
A avaliação dá direito a laudo? Sim. O documento é emitido conforme a finalidade e segue as resoluções do CFP sobre elaboração de documentos escritos.
Preciso de encaminhamento médico? Não é obrigatório. Muitos pacientes chegam por conta própria ou por indicação da escola. Quando há médico acompanhando, o diálogo com ele enriquece o processo.